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2013 será o ano da “explosão” da iniciativa privada no setor dos resíduos brasileiro




Depois de um ano de anúncios, fica para 2013 a expectativa de um ano de realizações, com desdobramentos de projetos distribuídos por todo o Brasil. “A expectativa é que os projetos comecem a ser contratados ou tenham obras iniciadas. Se vier tudo o que é esperado, teremos uma avalanche de obras”, diz Maurício Endo, sócio da área de infraestruturas da consultoria KPMG.

O futuro das grandes obras de infraestruturas está no saneamento, setor pouco desenvolvido, mas promissor, graças à estabilidade da receita e à enorme base a ser atendida: 70 milhões de brasileiros ainda não têm acesso à rede de esgotos, de acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Dando uma ideia do potencial de negócios no segmento, o consultor Maurício Endo, sócio-líder de infraestruturas da KPMG, estima em R$ 400 biliões, ao longo de vinte anos, o montante que o país precisa de investir para levar saneamento básico a todo o território nacional.

A conta é mais ambiciosa do que a prevista no Plano Nacional de Saneamento Básico (Plansab), que prevê R$ 270 biliões até 2030 para universalizar os serviços de água e esgoto.

A universalização dos sistemas deve vir por meio de parcerias público-privadas (PPP), modelo no qual as cidades estão a apostar. A cidade do Rio de Janeiro, por exemplo, iniciou a implementação da rede numa área da região norte, em meados de 2012, ao custo de R$ 1,5 biliões, apoiada numa parceria do género. Pernambuco também adotou o sistema a fim de prover um sistema de saneamento na região metropolitana de Recife, num projeto de R$ 4 biliões.

São investimentos consideráveis, mas a tarifa a ser recebida — composta por contraprestação e taxas pagas pelo usuário — pelo concessionário cobrirá o custo de construção.

“A iniciativa privada possui capacidade de investimento, conhecimento técnico e competência comprovada no saneamento, além de proporcionar a segurança de que os investimentos serão realizados de acordo com documentos e prazos definidos em contrato”, diz Roberto Muniz, presidente da Associação Brasileira das Concessionárias Privadas de Serviços Públicos de Água e Esgoto (ABCON).

Um levantamento da entidade indica que os investimentos no setor em 2012 atingiram R$ 760 milhões, incremento de 48% sobre 2011.

A participação do setor privado ainda é pequena “mas coloca a iniciativa privada como uma real alternativa para levar adiante os projetos que se tornam cada vez mais urgentes e desafiadores”, diz Muniz.

Fonte: Associação Brasileira de Engenharia Sanitária e Ambiental (ABES)
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